As causas mais comuns de dor pélvica crônica
Endometriose: tecido endometrial fora do útero, que sangra a cada ciclo. Causa dor pélvica cíclica (piora na menstruação) e dor profunda na relação íntima. Síndrome do intestino irritável: dor abdominal e pélvica associada a alterações intestinais — diarreia, constipação ou alternância. Hipertonia pélvica: espasmo crônico dos músculos pélvicos — uma das causas mais frequentes e mais ignoradas. Cistite intersticial: inflamação crônica da bexiga sem infecção — causa urgência, frequência e dor pélvica. Aderências pós-cirúrgicas: tecido cicatricial após cirurgias abdominais ou pélvicas que causa dor mecânica.
Como a hipertonia pélvica causa dor crônica
A musculatura pélvica cronicamente tensionada é uma das causas mais frequentes — e menos diagnosticadas — de dor pélvica crônica. O músculo em espasmo gera isquemia (redução de fluxo sanguíneo), que causa dor. Pontos de gatilho miofasciais (trigger points) nos músculos pélvicos causam dor localizada e referida (dor que aparece em outro local além do músculo). A fisioterapia pélvica resolve a causa muscular, aliviando a dor mesmo quando há outras causas associadas.
Abordagem de tratamento para dor pélvica crônica
Investigação completa: ultrassonografia pélvica, laparoscopia diagnóstica para endometriose, uroculturas para cistite. Tratamento da causa específica: hormonal para endometriose; treinamento vesical + DMSO intravesical para cistite intersticial; cirurgia de aderências se necessário. Fisioterapia pélvica: componente obrigatório em qualquer protocolo de dor pélvica crônica — trata o espasmo muscular independentemente da causa primária. Psicologia: dor crônica desenvolve componente de sensibilização central que requer abordagem psicológica (TCC para dor crônica).