O que acontece no vaginismo
O vaginismo é essencialmente um espasmo muscular involuntário do assoalho pélvico — especialmente do músculo pubococcígeo e dos músculos perineais superficiais. Quando há tentativa de penetração, o cérebro aciona um reflexo de proteção que contrai esses músculos de forma involuntária e fora do controle consciente da mulher. O resultado é dor intensa à penetração ou impossibilidade completa de penetração.
Tipos de vaginismo
Primário: presente desde a primeira tentativa de penetração. A mulher nunca conseguiu ter relação sem dor ou nunca conseguiu penetração. Secundário: desenvolve-se após um período sem dor — por trauma (agressão sexual, parto traumático), dor recorrente (endometriose, infecções), cirurgia pélvica ou início da menopausa. Generalizado: presente em todas as situações de penetração. Situacional: presente apenas em certas situações (ex: apenas com o parceiro, não no consultório).
O tratamento que funciona
A fisioterapia pélvica é o tratamento de escolha para vaginismo — com taxa de resolução de 80-90% em 12-20 sessões. O protocolo inclui: educação anatômica e desmistificação; técnicas de relaxamento muscular pélvico; dessensibilização progressiva (com dilatadores de tamanhos crescentes, sem dor); exercícios de controle voluntário do assoalho pélvico; técnicas de respiração para manejo da ansiedade antecipatória. Apoio psicológico complementa o tratamento especialmente em casos com componente emocional mais intenso.