Por que o parto causa dor na relação
Cicatriz de episiotomia ou laceração: tecido cicatricial tem menos elasticidade e pode ser doloroso à penetração. O local da sutura pode desenvolver pontos de tensão e aderência. Hipertonia pélvica pós-parto: o assoalho pélvico frequentemente desenvolve espasmo de proteção após o trauma do parto vaginal. Ressecamento vaginal: a amamentação suprime o estrogênio e reduz a lubrificação natural. Edema residual: inflamação local que pode persistir por semanas. Ansiedade antecipatória: o medo de sentir dor cria tensão que gera mais dor.
Quando a dor pós-parto é sinal de alerta
Dor leve no início da relação nos primeiros 2-3 meses pode ser esperada. Busque fisioterapia pélvica se: a dor persiste além do 3º mês; é intensa (nota 6/10 ou mais); é localizada na cicatriz de episiotomia e não melhora com o tempo; impede a relação completamente; é acompanhada de ardência ou sangramento. Cicatriz de episiotomia não tratada é a causa mais subestimada de dispareunia pós-parto.
Tratamento da dor pós-parto
Fisioterapia pélvica pós-parto: avalia e trata hipertonia, cicatrizes e desequilíbrios musculares. Mobilização da cicatriz: técnica específica para amaciar e mobilizar o tecido cicatricial da episiotomia ou cesárea. Lubrificante à base d'água: essencial durante o período de amamentação. Terapia com estriol local: discutir com ginecologista; seguro na amamentação em baixas doses. Comunicação com o parceiro: fundamental para garantir que a relação seja sem pressão e no tempo certo.