Como é a avaliação inicial
A primeira sessão é uma conversa detalhada: histórico ginecológico e obstétrico, descrição dos sintomas, quando a dor apareceu, fatores que pioram ou melhoram. A avaliação física começa externamente: postura, respiração, tensão nos músculos ao redor (glúteos, adutores, abdome). A avaliação interna — quando a paciente consente — é feita com toque gentil para mapear tônus, pontos de tensão e sensibilidade. Em casos de vaginismo severo, a avaliação interna é adaptada para o nível de tolerância da paciente.
O que acontece nas sessões de tratamento
Relaxamento muscular: técnicas de liberação miofascial interna e externa nos músculos pélvicos em espasmo. Liberação de cicatriz: mobilização suave da cicatriz de episiotomia ou cesariana. Reeducação neuromuscular: exercícios de contração e relaxamento voluntário do assoalho pélvico para restaurar o controle. Biofeedback: sensor registra atividade elétrica dos músculos em tempo real; a paciente aprende a reduzir a tensão ao ver o gráfico. TENS analgésico: corrente elétrica de baixa frequência para analgesia e relaxamento.
Resultados esperados e cronograma
4 semanas: redução da tensão, primeiras relações com menos dor (muitas vezes com o dilatador antes da penetração real). 8 semanas: melhora significativa na qualidade da relação íntima. 12-20 semanas: resolução completa para a maioria dos casos. O protocolo domiciliar (exercícios + dilatadores) entre as sessões acelera muito o resultado. Sessões 2x/semana nas primeiras semanas, depois 1x/semana.